terça-feira, 16 de setembro de 2025

SilĂȘncio


 


O silĂȘncio devora o grito.

O grito consome o silĂȘncio.

Um desaparece no outro,

como ferida que se alimenta de si.


O desespero Ă© um eco faminto,

morde as paredes do vazio,

consome o ar, consome o peito,

até restar apenas ossos de sombra.


O eco devora o silĂȘncio,

o silĂȘncio devora o eco.

É um banquete sem fim,

onde cada som morre antes de nascer.


E nĂłs...

restamos como restos,

desaparecendo dentro da prĂłpria ausĂȘncia,

gritando em silĂȘncio,

silenciando em grito,

até sermos consumidos por nada.


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